MÉDICOS EM PERIGO – VIOLÊNCIA CONTRA PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Publicado em: 3 de maio, 2019

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Médicos e demais profissionais da saúde tem demonstrado preocupação com os casos de violência e agressões no ambiente de trabalho, que é uma questão antiga, porém recorrente.

Além de todo o estresse da profissão, muitas vezes esses profissionais tem que lidar com pacientes inconformados e agressivos. Não são raros os casos de agressões verbais e físicas contra médicos e enfermeiros, havendo inclusive ocorrências de homicídios.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná está levando o tema à consideração da Secretaria de Segurança Pública do Estado, pois considera que o tópico vai além da seara da saúde. Estudos estão sendo realizados pela secretaria com o intuito de implementar ações que reforcem o policiamento preventivo, ostensivo e repressivo no serviço público, além de medidas administrativas e de conscientização.

Os motivos das agressões, na maioria das vezes, têm mais a ver com a infraestrutura – melhor dizendo, com a falta dela – do que com o atendimento do médico em si: tempo de espera, impossibilidade de realizar algum exame ou consulta, falta de leitos ou de profissionais suficientes para atender a demanda são alguns exemplos. Nestes casos os responsáveis pelos problemas são de gestão das clínicas e hospitais e a falta de investimentos na saúde.

Uma pesquisa realizada no ano passado pelo Conselho de Medicina, de Enfermagem e Farmácia de São Paulo mostrou que 70% dos médicos e 60% dos enfermeiros de órgãos públicos já sofreram agressões de pacientes.

MÉDICOS PERITOS

Um dos profissionais que mais sofre ameaças e agressões é o médico perito, principalmente o previdenciário. São diversos relatos de violência de pessoas discordantes ao laudo, principalmente quando eram entregues pelo próprio médico perito ao final do atendimento.

Os anos de 2006 e 2007 foram especialmente marcados por casos de agressões e assassinatos de peritos médicos pelo Brasil. A classe então protestou e conseguiu com que a segurança em seu ambiente de trabalho fosse aumentada em algum nível.

Na época, uma pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Peritos Médicos da Previdência Social mostrou que 93% dos peritos já haviam sofrido alguma agressão verbal, e que 22% já tinham sido vítimas de violência física e verbal.

A partir de 2007 o INSS decidiu mudar a forma de divulgar os resultados das perícias para os segurados. Ao invés de serem entregues pelo médico ao final da perícia, passaram a ser enviadas pelo correio ou informadas por outro profissional da agência da previdência social.

Ainda a partir de 2007 a maioria das agências do INSS passou a ter detector de metais, rota de fuga e alarme de emergência. O então Ministério da Previdência informou ter realizado investimentos também em campanhas de conscientização e esclarecimento sobre o trabalho do perito perante os segurados, como medida preventiva às agressões.

Confira abaixo as recomendações de como proceder em caso de agressão, de acordo com o Conselho Regional de Medicina do Paraná:

Se houve ameaças:

  1. Registre ocorrência na delegacia mais próxima ou online;
  2. Informe, por escrito, às Diretorias Clínica e Técnica sobre o ocorrido;
  3. Encaminhe o paciente a outro colega, se não for caso de urgência e emergência.
  4. Informe o CRM encaminhando cópia do boletim para o e-mail para protocolo@crmpr.org.br

Se houve agressão física:

  1. Compareça à delegacia mais próxima e registre o boletim de ocorrência (haverá necessidade de exame do corpo de delito);
  2. Apresente dados dos envolvidos na agressão e de testemunhas;
  3. Comunique o fato imediatamente às diretorias clínica e técnica para que seja providenciado outro médico para assumir suas atividades.
  4. Informe o CRM encaminhando cópia do boletim para o e-mail para protocolo@crmpr.org.br

IMPORTANTE

Informar as autoridades e o CRM é requisito importante para o problema seja enfrentado com o necessário rigor e responsabilidade. O Conselho manterá a confidencialidade das informações prestadas, exceto quando o profissional indicar interesse de que o episódio que o envolveu seja tornado público.

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