EXERCÍCIO FÍSICO: SAÚDE COM ACESSO RESTRITO

Publicado em: 18 de abr, 2019

TEMPO DE LEITURA: Aprox. 3 minutos

O QUE O SEDENTARISMO E A DESIGUALDADE SOCIAL TÊM EM COMUM?

Parece não restar dúvidas sobre a  importância de se levar uma vida saudável, comendo de maneira equilibrada e praticando atividades físicas. Entretanto, isso ainda está longe de ser um fenômeno cultural na maioria da população mundial.

Pesquisas mostram que é pequena a parcela da população que coloca tudo isso em prática, e mais, que o fazem  muito mais pela busca de ganho estético do que pelos benefícios à saúde.

De acordo com uma pesquisa da ONU, apenas 37,5% dos brasileiros praticam alguma atividade física, e a grande maioria composta de pessoas com renda igual ou maior que 5 salários mínimos ou com ensino superior completo.

O estudo verificou que os indivíduos que se envolvem em alguma prática desportiva com regularidade têm, geralmente, mais tempo livre e mais dinheiro que a maioria das pessoas, além de estarem inseridas em um meio social que valoriza este tipo de prática.

E esses mesmos indivíduos costumam ter acesso a seguros de saúde particulares e alimentos de mais qualidade.

Isso quer dizer que, teoricamente, a população com maior dificuldade em obter alimentos saudáveis e assistência médica, ou seja  quem mais se beneficiaria com a prática de atividades físicas, com os consequentes benefícios para saúde, longevidade e qualidade de vida, é quem menos o faz.  

OS PERIGOS DE FICAR PARADO

A inatividade ou o sedentarismo abrem portas para doenças como diabetes, hipertensão arterial, obesidade, dores musculares, doenças cardíacas e o estresse. Além disso, a atividade física libera substâncias no cérebro que promovem sensação de bem-estar, sendo, por isso, ótimos aliados contra depressão.

Também foi comprovado que diminui os riscos do desenvolvimento de demências tardias como o Alzheimer, e de vários tipos de câncer.

A Organização Mundial da Saúde descreve que para não ser considerado sedentária, a pessoa precisa ter ao menos 150 minutos de atividade moderada/intensa por semana, ou 75 minutos de atividade vigorosa no mesmo período.

VIVER BEM PARA VIVER MAIS

Poucas pessoas sabem, mas após os 30 anos de idade a perda de massa muscular anual é de 0,5%, e passa a ser de 1% ao ano nas que chegaram a sexta década de vida. Isso quer dizer que o sedentarismo cobra um preço muito caro na fase adulta em diante.

Fazer exercício físico passa a ser fundamental para a manutenção básica da saúde, além de aumentar a qualidade de vida.

O ideal é que a prática de esportes seja incentivada na infância, porém nunca é tarde para começar a ter hábitos saudáveis, mesmo na terceira idade.

Entretanto, esportes devem ser introduzidos aos poucos entre os iniciantes e devem ser realizados com supervisão de profissionais.

PARA REFLETIR

É válido levantar aqui a discussão de que somado ao interesse individual de cada um em cuidar da saúde do corpo, são necessárias ações (e, claro, investimentos) do governo no sentido de proporcionar oportunidades verdadeiras para o engajamento das pessoas na prática de atividades físicas, e de reduzir condicionantes sociais que limitam este envolvimento.

O estudo citado da ONU corrobora que a desigualdade social é um fator determinante para a deterioração geral da saúde pública.

Saiba mais sobre este estudo, clique aqui.

E você, o que acha do assunto? Tem opinião ou sugestão? Não deixe de postar seu comentário.

Redação: Marisol de Freitas Vieira
Revisor: Dr. Cláudio J. Trezub

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