OS NOVOS IDOSOS E A APOSENTADORIA

Publicado em: 28 de mar, 2019

TEMPO DE LEITURA: aprox. 3 minutos

TERCEIRA IDADE É COISA DO PASSADO

Muito se discute a respeito da longevidade e qualidade de vida nos dias atuais. Com o avanço da medicina, das pesquisas e da tecnologia, as pessoas tem vivido cada vez mais. 

É correto dizer que, há menos de 2 décadas, uma pessoa com mais de 60 anos de idade poderia ser considerada incapaz ou dependente de terceiros, mas isso já não corresponde à realidade atual.

Segundo o IBGE, na década de 60 a expectativa de vida do brasileiro era cerca de 54 anos, e agora a média é de 76 anos.  

Não são raros casos de idosos que se aposentam e continuam trabalhando por mais 10 anos, pelo menos, gozando de plena capacidade física e mental. Segundo levantamentos do SPC Brasil, 21% dos idosos que já recebem o benefício do INSS continuam no mercado de trabalho.  

Existem até aqueles que, mesmo tendo direitos a filas ou assentos prioritários, preferem por não os utilizar por não sentirem necessidade para tal.  

“É como se os 60 fossem os novos 50”

longevidade influencia na sociedade de um modo amplo: na saúde, na economia, na política, e assim por diante. Quanto mais idosos no país, mais gastos o governo tende a ter com saúde, aposentadorias, acessibilidade, e políticas públicas de proteção do idoso.  

Porém se a qualidade e a expectativa de vida aumentam, maior passa a ser a população ativa trabalhando e movimentando a economia. Pesquisas mostram que atualmente nove em cada dez idosos contribuem com o orçamento familiar. 

OS NOVOS IDOSOS

Médicos da Itália (mais especificamente a Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria) alteraram recentemente o conceito de idoso, pelo menos para a medicina local. A idade aumentou de 65 para 75 anos. Agora somente os italianos com 75 anos ou mais são considerados idosos para efeitos médicos. A expectativa de vida no país é de 83 anos para homens e 86 para mulheres.  

Sabe-se que quanto melhor a qualidade de vida num país, maior a longevidade dos seus habitantes. Os cinco países com esperanças médias de vida mais longas são a Coreia do Sul (84,1), Austrália (84), Suíça (84), Canadá (83,9) e Holanda (83,7). 

Mas o fato é que pessoas do mundo todo tem vivido mais, e isso exige adaptações da sociedade.  

Mais de 55 países já elevaram a idade mínima para se aposentar, desde 1995, e a maioria deles tem usado planos de aumento gradual, como mostra um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). 

APOSENTADORIA NO BRASIL

O governo brasileiro tem proposto que o aumento da idade mínima para se aposentar seja gradual também, para tentar seguir o cálculo da previsão do aumento da expectativa de vida que o IBGE propõe.  

O Instituto prevê que no ano de 2060 a expectativa de vida do brasileiro será de 81 anos, e que um quarto da população terá mais de 65 anos de idade.  

Se as condições da aposentadoria permanecessem as mesmas até 2060, essa realidade representaria um rombo enorme nas contas da Previdência Social e do governo. Por isso, a Reforma da Previdência apresentada em fevereiro prevê um aumento da idade mínima para se aposentar de 62 anos para mulheres e 65 para homens. Propõe também subir o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos, entre outras medidas.  

A reforma pretende assim, além de equilibrar as contas do governo e evitar a quebra do sistema, proporcionar condições sociais e de trabalho para essa nova idade, composta de pessoas com boas condições de saúde física e mental, com pleno potencial de trabalho ativo. 

O relatório da Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia, calculou que a economia nacional pode crescer 3.3% com a aprovação total da reforma da Previdência até 2023, e pode retrair 1,8% caso se mantenham as regras atuais.  

Redação: Marisol de Freitas Vieira
Revisor: Dr. Cláudio J. Trezub

LINKS RELACIONADOS


Gostaria de entrar em contato comigo? Basta deixar seu comentário abaixo ou nos enviar um e-mail
Algum link não funciona? Nos avise!

Veja também...